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Como testar modelos de IA: um framework em 8 etapas
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O que é um agent harness e por que criar e compartilhar agentes de IA não basta para a qualidade de software. Veja como o Tero, da Abstracta, adiciona contexto, governança e evidências auditáveis.

Plataformas para criar agentes de IA personalizados estão cada vez mais comuns, junto com repositórios compartilhados em que as equipes podem acessar agentes prontos e usá-los de forma consistente.
Elas resolvem um problema real: centralizar a criação e o acesso aos agentes. Mas, para a qualidade de software, isso não basta. Com qual contexto de negócio o agente raciocina? Quais sistemas ele pode acessar? Que evidências ele deixa? E quem revisa suas decisões antes que cheguem à produção?
O Tero é a resposta da Abstracta a essas perguntas. Ele não compete como uma plataforma de agentes de uso geral. É um agent harness projetado especificamente para fluxos de trabalho de QA.
O Tero também é o núcleo tecnológico do Tero Enterprise Edition, um dos três componentes da Abstracta Intelligence, a solução da Abstracta para levar a IA à qualidade de software ao longo de todo o ciclo de desenvolvimento.
Quer levar agentes de IA aos seus fluxos de trabalho de QA com contexto, governança e evidências? Vamos conversar sobre como o Tero pode se encaixar no ecossistema atual da sua organização.
Um relatório da Gartner projeta que os gastos de TI em serviços bancários e de investimento ultrapassem US$ 1,1 trilhão até 2029. Mas aumentar o investimento e adicionar ferramentas de IA, por si só, não resolve a forma como as equipes tomam decisões de qualidade.
A IA pode tornar as pessoas mais produtivas individualmente. Mas, no nível da equipe, as pessoas continuam sendo essenciais para entender sistemas complexos, lidar com requisitos de compliance e aplicar a expertise de testadores e analistas.
Transformar ganhos de produtividade individuais em capacidade da equipe exige contexto compartilhado, conhecimento reutilizável e evidências que sustentem as decisões de produção.
Por isso, o Tero não foi projetado como uma ferramenta de produtividade individual, mas como um agent harness: uma camada que transforma esse conhecimento em uma capacidade governada, mensurável e compartilhada por toda a equipe.

As plataformas para criar e compartilhar agentes têm focos diferentes: algumas trabalham com dados de produção, enquanto outras são SWE Agents (Software Engineering Agents), projetados para tarefas de programação. O Tero, por outro lado, foca especificamente em agentes para qualidade de software e não foi projetado para competir como uma plataforma de agentes de uso geral.
Seu principal diferencial é ser um agent harness especializado em fluxos de trabalho de QA e no contexto de que as organizações precisam para operar esses agentes de forma consistente, com governança e integração aos processos reais de entrega de software. Isso inclui testes e automação, além de análise funcional, entendimento de sistemas, gestão e reutilização de conhecimento, colaboração entre as equipes de QA, desenvolvimento, produto e negócio, segurança, governança e integração com a stack tecnológica da organização.
Um agent harness é a camada de software em torno de um modelo de IA que define como ele opera em uma tarefa específica: que contexto recebe, quais ferramentas pode acessar, que regras segue e que resultado produz.
No Tero, o modelo fornece o raciocínio; o Tero fornece o fluxo de trabalho, o contexto, os controles, as integrações, a observabilidade e as evidências necessários para aplicar esse raciocínio de forma consistente ao QA.
Por isso, o Tero vai além de hospedar ou compartilhar agentes. Ele define o sistema em que esses agentes operam: seu objetivo, as informações que usam, os sistemas que podem acessar, as ações que podem executar, as evidências que devem coletar, o processo que devem seguir, quando a revisão humana é necessária e o artefato que devem produzir.
Essa é a principal diferença em relação às soluções focadas em criar agentes e disponibilizá-los para uma equipe. No Tero, um agente não é simplesmente um prompt reutilizável ou uma configuração compartilhada. É uma capacidade especializada incorporada a um fluxo de trabalho de QA, com contexto, ferramentas, controles, permissões e resultados definidos.
O Tero permite que testadores funcionais, especialistas em automação de testes, especialistas em performance, analistas de negócio, líderes de QA, desenvolvedores, equipes de produto, gestores e outros perfis envolvidos nas decisões de qualidade compartilhem contexto, conhecimento e evidências, e usem essas informações para entender melhor os sistemas com que trabalham.
Em última análise, além de conectar agentes a ferramentas, o Tero controla quais contextos, ferramentas e ações ficam disponíveis para cada agente com base no seu fluxo de trabalho de QA.
| Dimensão | O que o Tero adiciona |
|---|---|
| Especialização em fluxos de trabalho de QA | Projetado em torno de atividades reais de qualidade: análise de requisitos e critérios de aceitação, design e geração de testes, preparação e manutenção de dados de teste, triagem de defeitos e investigação de causa raiz, análise e otimização de regressão, prontidão para release e avaliação de riscos, automação, desempenho, segurança, acessibilidade, confiabilidade e análise de sinais de produção, entre outras. |
| Contexto organizacional | Os agentes trabalham com requisitos, histórias de usuário, critérios de aceitação, regras de negócio, documentação funcional, defeitos, evidências, ambientes, informações de produto, releases e sistemas de engenharia, em vez de raciocinar a partir de um prompt isolado. |
| Governança | Cada agente pode ter definidos os sistemas que pode acessar, as ações que pode executar e as permissões para ler, analisar, recomendar, criar ou modificar informações, além de etapas obrigatórias, controles de evidências e pontos de revisão ou aprovação humana. |
| Integração com a stack tecnológica real | Os agentes não operam isoladamente. Eles se conectam às ferramentas, aos dados e aos fluxos de trabalho em que o trabalho realmente acontece. |
| Resultados estruturados e evidências | Os agentes produzem artefatos definidos (relatórios, ativos de teste, conjuntos de evidências ou avaliações de release), o que facilita sua reutilização e auditoria. |
| Observabilidade e avaliação | A atividade dos agentes, as evidências usadas, as decisões, os resultados e o impacto podem ser observados e avaliados, o que permite comparar o desempenho ao longo do tempo. |
| Independência de LLM | Os fluxos de trabalho, o conhecimento e a lógica operacional não ficam presos a um único modelo. É possível escolher diferentes LLMs com base em capacidade de raciocínio, custo, privacidade ou latência. |
| Reutilização do conhecimento especializado | Práticas, critérios, políticas, prompts e estratégias criados por profissionais experientes se tornam capacidades compartilhadas entre equipes e projetos, para que o conhecimento não fique isolado em pessoas, tickets ou documentos. |
O Tero faz parte da Abstracta Intelligence, a solução da Abstracta para levar a IA à qualidade de software ao longo de todo o ciclo de desenvolvimento. A Abstracta Intelligence se apoia em quase 20 anos de experiência da Abstracta em qualidade de software e combina três componentes que continuam evoluindo mês a mês:
O Tero Enterprise Edition é a versão corporativa do projeto open-source Tero, com o respaldo da Abstracta. Ele permite que organizações com requisitos rígidos de controle e regulamentação, como bancos, seguradoras e órgãos públicos, criem e implantem agentes com segurança.
Atualmente, inclui mais de 40 agentes prontos para uso para testadores funcionais, engenheiros de automação, especialistas em performance, analistas de negócio e gestores, além de uma comunidade crescente que compartilha conhecimento, contribui com novos agentes e amplia o Tero com novos conectores.
O Tero se integra às ferramentas que as equipes de qualidade já usam, incluindo Jira, Confluence, PractiTest, YouTrack, Playwright, Selenium, Postman, GitHub, GitLab, Datadog e bancos de dados SQL, entre outras.
Ele também se integra a plataformas importantes do setor financeiro, como o Bantotal, uma plataforma de core bancário que processa a atividade financeira de mais de 50 milhões de pessoas, e o IC Banking by Infocorp, uma suíte de banco digital usada por mais de 40 bancos. Seu roadmap também inclui novas integrações com plataformas como o PayStudio, um sistema de gestão de cartões de crédito.
Mais adiante neste artigo, detalhamos as integrações do Tero.
Outras capacidades relevantes incluem:
O AIX oferece a base de conhecimento de que as equipes precisam para identificar oportunidades, propor soluções e implementar agentes de IA com eficácia. Inclui treinamentos, workshops, sessões de trabalho 1:1 e suporte contínuo, com o respaldo da Abstracta Academy, para que a adoção de IA não fique restrita a esforços isolados e se torne uma capacidade sustentada nas equipes e na organização.
Medir o impacto e o retorno sobre o investimento em IA é fundamental para sustentar esses esforços. Por isso, uma implantação do Tero inclui um componente dedicado de Impact Dashboards: os agentes coletam dados e indicadores desde o primeiro dia para acompanhar a adoção e o investimento em IA. Os dashboards padrão são:
A solução também permite criar Impact Dashboards personalizados de acordo com as necessidades e os objetivos de cada organização.
Como agent harness especializado em QA, o Tero tem uma arquitetura aberta que permite a integração com as ferramentas e fontes de contexto usadas ao longo de todo o ciclo de desenvolvimento e de qualidade de software.
Essa abertura é importante porque o trabalho de qualidade não acontece em uma única ferramenta. Ele abrange sistemas de gestão, repositórios de código, ambientes de teste e monitoramento de produção. Um agente que acessa apenas parte desse ecossistema acaba raciocinando com informações incompletas.
Atualmente, o Tero se integra com:
Essa arquitetura permite que o Tero se integre ao ecossistema tecnológico existente da organização e dá a cada agente acesso ao contexto, às ferramentas e às ações necessários para executar seu fluxo de trabalho de QA. Novas integrações também podem ser adicionadas quando um projeto exigir.
A forma de integração depende do ecossistema tecnológico, dos padrões e dos requisitos de segurança de cada organização. O Tero foi projetado para se integrar à arquitetura existente, minimizar o esforço de adoção e definir o acesso dos agentes a sistemas e ações de acordo com as necessidades de cada fluxo de trabalho.
Dependendo do cenário, as integrações podem ser implementadas por meio de:
Quando não existe um mecanismo de integração padrão, é possível desenvolver adaptadores personalizados para conectar aplicações proprietárias ou sistemas legados.
Um exemplo é o desenvolvimento de um servidor MCP para IBM AS/400 (IBM i), que permite que agentes de IA interajam diretamente com aplicações e dados no ambiente AS/400 por meio de um protocolo padronizado, sem depender de interfaces de linha de comando (CLI). Esse MCP pode ser implantado com segurança na infraestrutura local da organização, junto com a instalação do Tero.
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O Tero não depende de uma única ferramenta ou framework. Como agent harness, ele se integra às ferramentas que cada organização já usa para gerenciar requisitos, testes, execução e defeitos, e adapta a escolha da tecnologia ao tipo de teste, à stack do cliente e ao seu ecossistema existente.
O Tero pode apoiar diferentes etapas do fluxo de testes funcionais completo, desde a análise de requisitos e o design de testes até a execução, a gestão de defeitos e a análise de resultados.
O Tero se integra a ferramentas como Jira, Azure DevOps, PractiTest e Zephyr, em que as equipes gerenciam requisitos, casos de teste, execução, defeitos e evidências. Ele também pode interagir com aplicações web por meio do Browser Copilot. Quando os casos de teste são adequados para automação, o Tero pode se conectar a frameworks como Playwright e Selenium.
Suas capacidades incluem:
O Tero oferece suporte ao Playwright como padrão moderno para automação web/UI, mas é agnóstico em relação a frameworks. Ele pode trabalhar com Selenium, Appium ou frameworks personalizados executados via CI/CD. A ferramenta é escolhida com base no tipo de teste, na tecnologia do cliente e no seu ecossistema existente.
| Ferramenta | Quando o Tero a usa |
|---|---|
| Playwright | Testes funcionais, de ponta a ponta e cross-browser |
| Selenium | Projetos que já têm suítes de automação ou exigem compatibilidade com tecnologias específicas |
| Appium | Automação de testes para aplicativos mobile nativos, híbridos e web em Android e iOS |
| Postman | Automação e validação de API |
Essa flexibilidade permite que o Tero se adapte ao ecossistema existente de cada organização, use as ferramentas, os frameworks e os processos que o cliente já tem e adicione novas integrações quando necessário. Isso acelera a adoção sem substituir investimentos anteriores em automação nem mudar desnecessariamente os processos de desenvolvimento e de qualidade existentes.
O Tero inclui agentes que ajudam a criar scripts de testes de carga em JMeter, Groovy (a linguagem usada dentro do JMeter) e k6. Esses agentes podem ser ampliados para trabalhar com outras ferramentas, conforme as necessidades do fluxo de trabalho de QA e do ecossistema tecnológico da organização.
Em projetos em que o cliente ainda não tem uma solução definida ou licenciada, a Abstracta costuma recomendar o JMeter DSL, uma biblioteca para projetar e executar testes de performance como código (Test-as-Code) com todos os recursos do JMeter.
Para a validação de APIs, o Tero pode encadear agentes que geram documentação a partir do Swagger e do código e depois criam scripts em ferramentas especializadas, como JMeter, REST Assured ou Postman/Newman. Também oferece suporte à validação por meio do Playwright API testing. A escolha da ferramenta depende da tecnologia do cliente, da stack existente e do tipo de teste a ser automatizado. O Tero pode integrar as ferramentas mais adequadas para cada fluxo de trabalho de QA e trabalhar com as tecnologias que a organização já usa.
O guia de funcionalidades e a introdução à plataforma estão disponíveis na documentação pública do Tero. A Abstracta também compartilha regularmente informações e casos de uso com a comunidade por meio de:
O Tero começou com foco em qualidade de software e testes, mas sua arquitetura baseada em agentes de IA permite oferecer suporte em todo o ciclo de vida do desenvolvimento de software (SDLC). Isso faz sentido porque a qualidade de um sistema não é definida apenas na etapa de testes. Ela também depende de como um requisito é especificado, de como uma API é documentada ou de como um backlog é priorizado.
Atualmente, o Tero pode apoiar:
Esses agentes trabalham dentro do ecossistema existente do cliente (incluindo repositórios, ferramentas de ALM, documentação, pipelines e sistemas de gestão) e atuam como integradores especializados em cada etapa do ciclo de desenvolvimento, sem exigir mudanças em processos ou ferramentas que a organização já adotou.

Estes são alguns casos de uso implementados para clientes atuais na América Latina e nos Estados Unidos. Eles mostram como o Tero combina agentes especializados, contexto e ferramentas em diferentes fluxos de trabalho de QA:
Juntos, esses casos mostram como o Tero aplica agentes especializados em diferentes fluxos de trabalho de QA, conecta-os ao contexto e às ferramentas de cada ambiente e sustenta uma operação consistente em sistemas modernos e legados.
Um agent harness é a camada de software em torno de um modelo de IA que define o contexto com que ele trabalha, as ferramentas que pode acessar, as regras que segue e o que deve produzir. O modelo fornece o raciocínio; o agent harness fornece todo o resto.
Um agente de IA independente executa um prompt com o contexto disponível naquele momento. Um agent harness como o Tero também define quais sistemas o agente pode acessar, que evidências deve produzir, quais etapas exigem revisão humana e que artefato deve gerar. É a infraestrutura em torno do modelo, não o modelo em si.
Um agent harness permite que uma equipe de QA opere agentes de IA de forma consistente e com governança: o mesmo contexto de negócio, as mesmas permissões e evidências auditáveis em todos os agentes que a equipe usa, em vez de cada pessoa configurar seu próprio prompt de forma isolada.
O Tero é o agent harness open-source da Abstracta para criar agentes de IA especializados que operam com contexto e governança em escala. Ele permite que as equipes de QA, desenvolvimento, análise e entrega integrem a IA a fluxos de trabalho reais de qualidade.
O Tero não compete como uma plataforma de uso geral para criar e compartilhar agentes. Ele define todo o sistema em que os agentes operam (contexto, permissões, evidências e revisão humana), em vez de simplesmente hospedar prompts reutilizáveis.
O Tero se integra com Jira, Confluence, Azure DevOps, GitHub, GitLab, Playwright, Selenium, Postman, Datadog, bancos de dados SQL e servidores MCP, entre outros, com uma arquitetura aberta que permite integrações adicionais.
O Tero se integra a servidores MCP para se conectar a ferramentas corporativas adicionais. Também pode ser usado como agente MCP diretamente no Cursor, no Claude Desktop, no Claude Code e no GitHub Copilot.
O Tero não substitui o Playwright nem o Selenium. Ele é agnóstico em relação a frameworks e pode usar Playwright, Selenium, Appium ou Postman, dependendo do tipo de teste e da stack existente do cliente.
O Tero tem casos de uso envolvendo a migração de sistemas legados e mainframe, como DB2/COBOL, e inclui seu próprio servidor MCP para conectar agentes de IA ao IBM AS/400.
A Abstracta Intelligence é a solução da Abstracta para levar a IA à qualidade de software ao longo de todo o ciclo de desenvolvimento. Ela tem três componentes: Tero Enterprise Edition, AIX e Impact Dashboards.
O Tero foi projetado para equipes de QA em organizações com sistemas complexos ou legados, com foco principal em bancos e seguradoras. Ele atende a diferentes perfis e prioridades: redução de riscos e governança para CTOs e CIOs, vazão para VPs de Engenharia, cobertura e impacto para Diretores de QA e evidências auditáveis para as equipes de Compliance e Riscos.
O Tero é o agent harness que a Abstracta usa para levar agentes de IA especializados à qualidade de software. Ele combina contexto organizacional, governança, integração com a stack tecnológica real, evidências auditáveis, observabilidade e independência de modelo em um único sistema.
É a camada de implementação de uma visão mais ampla: Quality Intelligence para lançar software crítico com confiança.
Você está avaliando como levar a IA à qualidade de software em toda a sua organização? Vamos conversar sobre como o Tero e a Abstracta Intelligence podem apoiar seus fluxos de trabalho, sistemas e metas de qualidade.
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