Tero, um agent harness que viabiliza o DORA em bancos

Seu software bancário está pronto para o DORA? O Tero ajuda você a cumprir a regulamentação e a construir resiliência operacional sem sacrificar a velocidade de entrega.

Imagem ilustrativa sobre o Tero. Texto na imagem: The evolution of AI agents for software delivery starts here.

Em janeiro de 2025, uma falha de software interrompeu os pagamentos do banco britânico Barclays justamente no dia do prazo final de impostos do Reino Unido: clientes ficaram sem conseguir pagar nos supermercados, e famílias não conseguiram concluir a compra de suas casas.

Meses depois, uma investigação do Parlamento do Reino Unido revelou que os principais bancos e sociedades de crédito imobiliário (building societies) do país acumularam mais de 800 horas de interrupções tecnológicas não planejadas em apenas dois anos, o equivalente a 33 dias consecutivos de sistemas fora do ar.

É exatamente esse o cenário que o Digital Operational Resilience Act (DORA) da União Europeia busca evitar. O R de DORA significa resiliência, e o verdadeiro desafio para um banco é construir essa resiliência sem sacrificar a velocidade de entrega. Uma das formas mais diretas de conseguir isso é usar agentes de IA para acelerar a qualidade de software, como o Tero faz.

Veja como o Tero leva agentes de IA governados a fluxos de trabalho reais de qualidade de software em ambientes complexos e regulados. Conheça o Tero

O que é o DORA e por que ele importa para o seu software

O DORA passou a ser aplicável em 17 de janeiro de 2025 a bancos, seguradoras, empresas de investimento e seus fornecedores externos de tecnologia. Seu objetivo vai além da cibersegurança tradicional. Ele foca na resiliência operacional digital, ou seja, as entidades financeiras devem ser capazes de resistir, responder e se recuperar de qualquer interrupção relacionada às TIC, seja um ciberataque ou uma falha técnica interna.

A regulamentação se organiza em torno de cinco pilares:

  1. Gestão de riscos de TIC: framework de governança, identificação de ativos críticos e avaliação contínua de riscos, com responsabilidade direta do órgão de administração.
  2. Gestão e notificação de incidentes: classificar, registrar e notificar os incidentes de TIC relevantes dentro de prazos rigorosos.
  3. Testes de resiliência operacional digital: um programa de testes que inclui testes anuais de todos os sistemas críticos e, para as entidades mais significativas, Threat-Led Penetration Testing (TLPT) a cada três anos.
  4. Gestão de riscos de terceiros de TIC: mapear as dependências de fornecedores e exigir deles o mesmo nível de controle.
  5. Compartilhamento de informações: compartilhar inteligência sobre ameaças e vulnerabilidades entre as entidades do setor.

O terceiro pilar é o que quase nunca aparece na conversa sobre IA em QA, e é justamente o mais relacionado ao que uma equipe de qualidade de software faz todos os dias.

A IA nos testes viola o DORA?

Quando um banco considera incorporar agentes de IA aos seus processos de entrega, a primeira reação das áreas de Risco e Compliance costuma ser defensiva: isso adiciona uma nova fonte de risco tecnológico? É uma pergunta razoável, mas está formulada ao contrário.

O DORA não proíbe o uso de IA. Pela sua regulamentação (Regulamento (UE) 2022/2554), qualquer componente tecnológico, incluindo a IA, deve ser governado, rastreável e fazer parte de um framework documentado de gestão de riscos de TIC, com controles proporcionais ao porte e à criticidade da entidade. Por isso, é essencial que os agentes de IA usados na qualidade de software sejam projetados para operar dentro desse framework de governança.

É aqui que o Tero atua como um facilitador da conformidade com o DORA, já que constrói ativamente o framework de governança exigido pela regulamentação.

O Tero é um agent harness da Abstracta, ou seja, uma camada de software que transforma modelos de IA de uso geral em agentes especializados e governados para fluxos de trabalho de QA.

O modelo fornece o raciocínio (interpreta informações e gera respostas), enquanto o Tero fornece o contexto, as permissões, a supervisão humana e as evidências de que esses agentes precisam para operar de forma controlada dentro de processos reais de qualidade de software.

Como os princípios do Tero se conectam ao DORA

O Tero se organiza em torno de quatro pilares: contexto de negócio, confiança, visibilidade e governança. Eles foram pensados para empresas reguladas. Cada um responde, quase ponto por ponto, a um requisito específico do DORA:

Capacidades do harness TeroO que fazPilar do DORA que atende
Confiança: agentes tratados como software, com validação de saídas, critérios de aceitação e evolução controladaTransforma a IA em um componente auditável, e não em uma caixa-pretaGestão de riscos de TIC
Governança: implantação BYOC (na sua própria nuvem), papéis diferenciados, auditoria e aprovação humana para ações críticasMantém as pessoas no comando das decisões, com rastreabilidade completaGovernança e responsabilização do órgão de administração
Visibilidade: medição de uso, custo, adoção e impacto de cada agenteFornece evidências concretas para os relatórios a Risco e aos reguladoresNotificação de incidentes e evidência de controle
Contexto de negócio: agentes conectados à stack real do cliente, reutilizáveis e versionadosAcelera e amplia a cobertura de testes nos sistemas críticosPrograma de testes de resiliência operacional
Agnóstico de modelo: os agentes operam com diferentes provedores de modelosEvita a dependência crítica de um único provedor de IAGestão de riscos de terceiros de TIC

No nível técnico, isso se apoia nos cinco componentes do Tero: orquestração, integração, observabilidade, governança e segurança. O componente de observabilidade é especialmente relevante para o DORA, porque registra cada conversa, cada chamada de ferramenta e cada decisão tomada por cada agente. Essas ações geram a rastreabilidade de que o Compliance precisa para demonstrar controle.

Menos defeitos em produção significam mais resiliência operacional

O objetivo do DORA é que os sistemas financeiros consigam resistir, responder e se recuperar de qualquer falha. Os incidentes bancários dos últimos dois anos mostram um padrão: grande parte das falhas operacionais graves não se origina em ciberataques, mas em erros de software que chegam à produção.

Alguns exemplos recentes deixam isso claro:

  • O Barclays confirmou ao Comitê do Tesouro do Reino Unido que a interrupção de janeiro de 2025 foi causada por um problema de software no seu mainframe, e não por um ciberataque, e informou que destinaria entre £ 5 milhões e £ 7,5 milhões apenas para indenizar os clientes afetados por esse incidente (Parlamento do Reino Unido).
  • Em outubro de 2025, o Commonwealth Bank sofreu uma interrupção de quase três horas que afetou simultaneamente pagamentos, banco digital e caixas eletrônicos em toda a Austrália. O banco restabeleceu os serviços, mas não divulgou a causa do incidente (ABC News).
  • O regulador de valores mobiliários dos EUA (FINRA) multou uma corretora em US$ 2,25 milhões depois que uma falha de design em seu sistema de supervisão automatizada deixou de detectar mais de 4 milhões de operações irregulares ao longo de sete anos, um problema originado em uma lacuna de cobertura do próprio sistema, e não em um ataque externo (FinanceFeeds).

O DORA exige testes rigorosos justamente porque os reguladores europeus entendem essa relação: sem um programa de testes sólido, a resiliência operacional é uma promessa sem fundamento.

É aqui que o Tero entra: ao implantar agentes colaborativos para regressão, análise de impacto, geração de dados de teste e detecção de falhas de lógica, ampliamos a cobertura e a velocidade das práticas de QA sem substituir o julgamento humano de que o Compliance ainda precisa.

Em outras palavras: cada bug, vulnerabilidade ou falha de lógica que um agente do Tero ajuda a detectar antes de um release é um incidente operacional que o banco não precisa notificar ao regulador.

Como construir resiliência sem sacrificar a velocidade de entrega

Adicionar o Tero aos processos de qualidade de um banco que já está investindo no DORA é uma forma concreta de construir resiliência sem sacrificar a velocidade de entrega. Ele fortalece três áreas ao mesmo tempo:

  • Para compliance e risco: evidências concretas e rastreabilidade de como os sistemas críticos são testados, com aprovação humana para cada decisão sensível.
  • Para tecnologia e engenharia: maior cobertura de testes em sistemas complexos e legados, sem exigir um rip-and-replace da stack existente.
  • Para o órgão de administração: um caso mensurável para apresentar ao supervisor, mostrando que a gestão de riscos de TIC inclui ativamente a prevenção de defeitos antes da produção.

Isto não é uma promessa de zero incidentes: nenhum framework de qualidade, seja humano ou assistido por IA, pode garantir isso. O foco deve estar em reduzir de forma consistente a probabilidade de que uma falha de software se torne um incidente que o banco precise explicar a um regulador.

Ilustração de uma pessoa em um notebook colocando uma peça de xadrez na tela e segurando um ícone de nós conectados, representando estratégia e tomada de decisão criteriosa. Seção de perguntas frequentes sobre tero.

Perguntas frequentes sobre o Tero como facilitador do DORA

Que soluções existem para a conformidade com o DORA em bancos?

As soluções para a conformidade com o DORA em bancos geralmente cobrem um dos seus cinco pilares: gestão de riscos de TIC, notificação de incidentes, testes de resiliência operacional, gestão de riscos de terceiros e compartilhamento de informações. O Tero foca especificamente no pilar de testes de resiliência operacional, com agentes de IA governados que ampliam a cobertura de testes nos sistemas críticos e geram a rastreabilidade de que o Compliance precisa ao reportar ao regulador.

O DORA proíbe o uso de inteligência artificial nos processos de testes?

O DORA não proíbe o uso de inteligência artificial nos processos de testes. O que ele exige é que qualquer componente tecnológico, incluindo a IA, seja governado, rastreável e faça parte do framework de gestão de riscos de TIC da entidade.

Usar agentes de IA no QA adiciona um novo risco tecnológico que precisa ser notificado no âmbito do DORA?

Um agente de IA sem governança pode representar um risco adicional. O Tero foi projetado para evitar esse cenário: cada agente tem critérios de aceitação, aprovação humana para ações críticas e implantação BYOC, o que permite incorporá-lo ao framework de gestão de riscos de TIC em vez de adicioná-lo como uma exceção sem controle.

Que evidências um banco precisa fornecer para demonstrar a conformidade com o pilar de testes do DORA?

Um banco precisa conseguir mostrar um programa de testes documentado, com procedimentos, ferramentas e metodologias definidos, executado por partes independentes, além da classificação, priorização e correção das vulnerabilidades identificadas. O componente de observabilidade do Tero fornece essas evidências de forma nativa, registrando cada decisão e cada ação dos agentes usados no processo de qualidade.

Com que frequência o DORA exige que os sistemas críticos sejam testados?

O DORA exige testes anuais de todos os sistemas e aplicações críticos de TIC e, para as entidades mais significativas, testes de intrusão orientados por ameaças (TLPT) a cada três anos.

Por que os testes de software fazem parte da resiliência operacional, e não apenas da cibersegurança?

Porque grande parte dos incidentes operacionais graves em bancos se origina em erros de software que chegam à produção, e não em ciberataques, como mostram os casos do Barclays e do Commonwealth Bank citados neste artigo.

Sobre a Abstracta

Fundada em 2008 e com presença global, a Abstracta é uma empresa de tecnologia que ajuda organizações a entregar software de alta qualidade mais rápido por meio da combinação de engenharia de qualidade com IA e expertise humana.

Acreditamos que fortalecer ativamente os relacionamentos nos ajuda a avançar e a aprimorar o software dos nossos clientes. Por isso, ao longo do tempo, estabelecemos parcerias com líderes do setor como Microsoft, Datadog, Tricentis, Perforce BlazeMeter, Sauce Labs e PractiTest.

Conheça nossas soluções e vamos conversar sobre como integrar a IA ao ciclo de qualidade de software.

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Ilustração de duas pessoas conectadas por uma ponte, uma com um notebook e outra com um tablet, representando colaboração e comunicação. Fim do artigo sobre tero.