O WOPR29 já chegou!

Qual será a importância dos testes de desempenho daqui a 5 anos? O prestigiado evento de testes de desempenho WOPR29 está acontecendo em Montevidéu, e entrevistamos um painel de especialistas para falar sobre o tema: Roger Abelenda, Andréi Guchin, Sofía Palamarchuk, Paul Holland, Andy Hohenner e Eric Proegler.

Por Natalie Rodgers

Chegou a hora! O WOPR29 (Workshops on Performance and Reliability) está acontecendo em Montevidéu, no Uruguai, até 8 de dezembro de 2022, e somos a primeira empresa da América Latina a organizá-lo!

O WOPR é um evento fundamental para aprofundar o conhecimento sobre testes de desempenho com líderes da área do mundo todo. É um workshop para 20 a 25 pessoas, em que os participantes podem discutir diversos temas.

No passado, ele foi organizado por empresas gigantes como Google, Microsoft, Facebook, Salesforce, eBay, BlazeMeter, entre outras. Em diferentes lugares dos EUA, do Canadá e da Europa. Depois de 14 anos de existência, chegou a nossa vez! Está acontecendo de verdade, e não poderíamos estar mais orgulhosos!

Hoje compartilhamos uma visão sobre o futuro dos testes de desempenho com um painel de especialistas formado por Paul Holland, Andy Hohenner e Eric Proegler, organizadores do WOPR29; Roger Abelenda, CTO da Abstracta; Andréi Guchin, líder do hub de desempenho da Abstracta; e Sofía Palamarchuk, membro da equipe de gestão da Abstracta e CEO da Apptim.

– Considerando as tendências atuais, como você imagina os testes de desempenho daqui a 5 anos?

Paul Holland: Imagino que haverá ferramentas que vão tornar os testes de desempenho um pouco mais fáceis de fazer, mas a essência dos testes de desempenho é encontrar as limitações do sistema, ver como ele se comporta sob carga, onde estão os gargalos e como prever quando o sistema vai falhar. Tudo isso provavelmente vai continuar igual.

Andy Hohenner: Nos últimos 10 anos, as práticas de testes de desempenho mudaram bastante. Espero que continuem evoluindo e não se pareçam com o que fazemos hoje, assim como hoje não se parece com 10 anos atrás. As ferramentas vão continuar evoluindo e dando suporte a novas abordagens, junto com novas soluções open source para problemas que ainda não vimos nem imaginamos.

Eric Proegler: Acho que os testes de desempenho vão continuar evoluindo para acompanhar as mudanças no desenvolvimento de software. Acho que as duas maiores oportunidades para aumentar o seu valor estão em escalar outros tipos de automação de testes para medir mais da experiência do usuário e em melhorar a capacidade de reproduzir/duplicar/combinar o tráfego de produção. Na maioria dos contextos de hoje, o desempenho do front-end representa a maior parte do tempo de resposta para o usuário e é pelo menos tão complexo quanto as aplicações n-tier para as quais os testes de carga foram desenvolvidos. Reproduzir um punhado de tipos de transação só contra um backend não resolve tanto do problema quanto antes, e há um enorme conjunto de testes automatizados esperando para ser aproveitado com carga, para torná-los ainda mais informativos. Eu estava muito focado nesse problema (essencialmente, escalar o Selenium para milhares) há alguns anos, mas nunca cheguei tão longe quanto outras pessoas que ouvimos em WOPRs anteriores.

O problema de modelar/reproduzir tráfego sempre foi uma forma muito interessante de ir além de modelos rudimentares, que quase sempre diziam mais sobre o tempo disponível para criar scripts do que sobre a fidelidade desejada dos modelos. Há pelo menos uma década, os mais observadores, ágeis e corajosos vêm adicionando carga sintética à produção ou reproduzindo/dividindo partes da carga de produção contra versões alternativas do código para aprender mais. Isso ainda não foi democratizado.

Roger Abelenda: Eu imagino que será muito mais assistido e automatizado, exigindo que o tester de desempenho se concentre mais em problemas de ordem superior, mas, ao mesmo tempo, precise saber mais sobre sistemas específicos.

Espero mais e melhores ferramentas para ajudar na calibração dos testes, na automação, na análise de causa-raiz, em recomendações de correção automática, no ajuste automático de configuração com base em métricas de testes de desempenho, na análise de tendências e em alertas, além de ferramentas colaborativas para compartilhar padrões/correções comuns e mais conhecimento na comunidade de desempenho.

Quanto aos testes de desempenho, acho que mais conceitos e conhecimentos serão compartilhados e explorados, abrindo novos nichos para testes de desempenho específicos, como hoje a engenharia do caos.

Andréi Guchin: À medida que a tecnologia evolui, os padrões de qualidade também evoluem, e os usuários ficam mais exigentes. Principalmente em termos de velocidade, estabilidade, confiabilidade e experiência do usuário dos apps e sistemas. Acho que os testes de desempenho vão continuar evoluindo para atender a essas demandas, com ferramentas e práticas mais adequadas ao trabalho das equipes.

Quanto às ferramentas especificamente, vejo uma tendência de migrar para plataformas open source, em que as pessoas podem compartilhar conhecimento e se conectar com outras para encontrar soluções melhores para problemas comuns.

Por isso, o desafio para nós é continuar aprendendo e acompanhando essas tendências para ter sucesso e continuar competitivos.

Sofía Palamarchuk: O desempenho vai ser um gargalo crítico para que as empresas continuem competitivas nos próximos anos, à medida que as expectativas dos usuários em relação às experiências digitais aumentam.

Os testes de desempenho vão se tornar uma prática difundida em muitos setores, com equipes de qualidade e desenvolvedores capacitados com ferramentas para testar o desempenho mais cedo no SDLC. À medida que a IA aprender com os dados de produção, ela vai ajudar a identificar os tipos de testes que devem ser automatizados, além de ajudar na análise de causa-raiz e detectar automaticamente mudanças de código que introduzem regressões de desempenho.

Não perca a Quality Sense Conf! Organizada pela Abstracta, ela terá 14 sessões focadas em diversos temas de testes de software. O evento vai acontecer logo depois do WOPR29, em Montevidéu, no Uruguai, e você poderá aproveitar para conhecer pessoalmente muitos dos palestrantes do WOPR29 que também estarão lá. Inscreva-se aqui.

Saiba mais aqui sobre esta série chamada Performance Testing In-Depth.

Siga a gente no LinkedIn e no Twitter para fazer parte da nossa comunidade!

Fique conectado

com a Abstracta

Notícias, artigos e recursos para construir software melhor.

Este site é protegido por reCAPTCHA e se aplicam a Política de Privacidade e os Termos de Serviço do Google.

Leia sobre nossa política de privacidade.

Ilustração de duas pessoas conectadas por uma ponte, uma com um notebook e outra com um tablet, representando colaboração e comunicação. Fim do artigo sobre wopr29.