Quality Sense Conf 2025: um dia histórico para a comunidade de tecnologia

A Quality Sense Conf 2025 reuniu milhares de profissionais do setor de tecnologia, com palestrantes da Argentina, Bolívia, Brasil, Canadá, Chile, Costa Rica, Equador, Alemanha, México, Peru, Estados Unidos, Uruguai e Venezuela.

Índice

Foi um momento em que a comunidade parou para repensar suas práticas, afastou-se do uso frenético da tecnologia e se concentrou em uma abordagem mais consciente da IA, que prioriza a qualidade e mantém as pessoas no centro de cada decisão.

A quarta edição da Quality Sense Conf foi um convite para questionar, refletir e pensar profundamente sobre o impacto da IA no ciclo de vida do desenvolvimento de software e na evolução do papel das pessoas, para aproveitar todo seu potencial com responsabilidade e eficácia.

Organizada pela Abstracta, a Quality Sense Conf 2025 aconteceu em 11 de novembro no Radisson Hotel, em Montevidéu, Uruguai, com quase 400 participantes presenciais e mais de 3.000 online. O evento reuniu líderes e organizações de todo o mundo como patrocinadores, palestrantes e participantes.

Foram 24 palestras e duas keynotes, todas em formato acessível, com legendas em tempo real e tradução simultânea em espanhol e inglês, além de transmissão online para quem não pôde participar presencialmente. As sessões foram organizadas em quatro trilhas: Geral, Fintech e Bancos, Inovação e Testes e IA.

“ Em 2025, estamos testemunhando uma mudança de paradigma. Passamos da IA generativa para a IA agêntica, com agentes capazes de tomar decisões para alcançar objetivos de forma autônoma ou semiautônoma, dependendo do nível de autonomia que oferecemos”, observou Sofía Palamarchuk, Co-CEO da Abstracta.

Neste artigo, compartilhamos tudo sobre o evento, revisitamos o lançamento da Abstracta Intelligence, a disponibilização open-source do Tero e as palestras mais inspiradoras.

Procura um parceiro orientado à qualidade para inovar com eficácia? Convidamos você a conhecer todas as nossas soluções.

A crônica de um dia cheio de aprendizado

Vera Babat e Ana Belén Rodriguez fazendo check-in no AI Kiosk

A energia positiva era perceptível desde o início. Trinta minutos antes do horário oficial, as pessoas já se registravam presencialmente no AI Kiosk, um totem inteligente criado pela Abstracta em colaboração com a Parconier para trazer agentes de IA ao mundo físico de forma inovadora.

O AI Kiosk recebeu cada participante presencial e respondeu a perguntas personalizadas sobre a programação do dia em linguagem natural.

Federico Toledo, Chief Quality Officer da Abstracta, abriu o evento com uma recepção que definiu o espírito colaborativo e voltado ao networking de todo o dia. Ele convidou os participantes a conversar e se conectar com pessoas desconhecidas para criar interações inesperadas e autênticas.

“Estamos construindo um espaço marcado pela excelência técnica e pelo aprendizado de mão dupla. Especialistas de todo o mundo vêm compartilhar sua experiência e saem com insights moldados pelo trabalho dos especialistas locais”, afirmou Federico.

Federico Toledo

“ A qualidade é a base da confiança digital. Trabalhamos com centenas de clientes ao redor do mundo. O que aconteceu nesse período, especialmente nos últimos quatro anos, é notável, e escolhemos ter um papel ativo nessas mudanças”, destacou.

Federico Toledo anunciou também a edição gratuita em inglês de seu livro Introduction to Information Systems Testing. Você pode baixar o livro neste link.

Uma revelação ao vivo: disponibilização open-source em tempo real

Sofía Palamarchuk e Matías Reina apresentando o Tero

A keynote de abertura foi apresentada por Sofía Palamarchuk e Matías Reina, Co-CEOs da Abstracta, que fizeram o grande anúncio do evento: o lançamento da Abstracta Intelligence, uma plataforma de inteligência centrada nas pessoas que ajuda empresas a fechar a lacuna de “Quality Intelligence”. Essa lacuna reflete a desconexão entre o que a IA produz e o que as equipes precisam compreender para tomar decisões de entrega de software seguras e alinhadas ao valor.

O anúncio foi marcado pela emoção quando Sofía revisitou a jornada que trouxe a Abstracta até esse ponto e permitiu uma contribuição tão significativa para o setor:

  • Abril de 2023: primeira masterclass interna da Abstracta sobre engenharia de prompts e ChatGPT, conduzida por Sofía e aberta a todas as pessoas da empresa.
  • Maio de 2023: nosso primeiro hackathon interno, um encontro entre equipes no qual pessoas de diferentes áreas da Abstracta experimentaram o ChatGPT para resolver tarefas cotidianas da empresa. As equipes apresentaram ideias e criaram protótipos para um júri. Muitos conceitos explorados foram implementados gradualmente depois.

“Com toda essa experimentação, percebemos que os LLMs, treinados em conjuntos massivos de dados, carregam vieses e problemas que persistem se não os tratarmos com cuidado. Por isso, criamos nosso próprio guia de adoção responsável de IA e compromisso ecológico e continuamos a desenvolvê-lo ao longo dos anos”, lembrou.

Para aproveitar tudo o que aprendemos, precisávamos de uma plataforma segura na qual pudéssemos trabalhar com confiança. Por isso, explicou Sofía, nossa equipe de inovação desenvolveu o PrivateGPT, uma plataforma segura que dá acesso a diversos modelos e permite que equipes compartilhem prompts e os usem com segurança em vários projetos.

  • Outubro de 2023: Desenvolvimento de um copiloto para a Bantotal, com apoio da Microsoft. A Bantotal é um sistema bancário central usado por dezenas de bancos que atendem milhões de pessoas na América Latina, que acessam suas contas por meio da Bantotal.
  • Outubro de 2024: Lançamento da nossa plataforma Abstracta Copilot na Quality Sense Conf na Colômbia. É uma plataforma com IA projetada para aprimorar testes de software, desenvolvida pela Abstracta em colaboração com o Microsoft Co-Innovation Lab. Ela ampliou o trabalho já feito com o copiloto da Bantotal e o generalizou para apoiar outros sistemas, atendendo às necessidades de QA que víamos evoluir.

Após um ano cheio de desafios e aprendizado, 2025 trouxe o lançamento da Abstracta Intelligence, com o Tero como sua plataforma open-source.

O que diferencia a Abstracta Intelligence

A Abstracta Intelligence é uma plataforma segura projetada para trabalhar com dados privados, por isso cada vez mais ambientes altamente regulados utilizam suas capacidades. A solução se integra ao stack existente da empresa e permite que equipes compartilhem agentes entre departamentos, promovendo uma experiência de trabalho muito mais sinérgica e colaborativa.

Por exemplo, conecta ferramentas e ambientes de entrega como Jira, Postman, Playwright, Selenium, pipelines de CI/CD, AS/400 e sistemas bancários centrais, entre outros, com uma camada de compreensão aprimorada por IA (RAG e prompting), combinada ao conhecimento das equipes de desenvolvimento e qualidade.

Isso ajuda organizações a depurar até 50% mais rápido, acelerar releases de software em 30% e aumentar a produtividade das equipes em 30%.

“Para a Abstracta, é essencial que as pessoas continuem como protagonistas, porque somos nós que trazemos pensamento crítico, empatia e o contexto necessário para tomar as melhores decisões”, destacou Sofía.

Lacuna de Quality Intelligence

Sofía aprofundou a discussão sobre a distância entre o que a IA pode fazer e o que as equipes realmente precisam resolver: a lacuna de Quality Intelligence. “Parte do nosso trabalho neste ano envolveu compreender, além de automatizar, o que precisamos testar e como isso afeta usuários e o negócio, porque são questões que a IA não pode responder hoje.”

“Trabalhamos na lacuna de Quality Intelligence desde o lançamento do Abstracta Copilot. Percebemos que, embora existam agentes capazes de realizar tarefas de forma autônoma, as pessoas ainda têm um papel fundamental por compreenderem o negócio, o contexto e o ambiente em que o software é construído. Tudo isso é essencial para fechar a lacuna”, destacou.

A Abstracta Intelligence reúne essas três camadas — sistemas, contexto e pessoas — para conectar a experiência humana ao que a IA pode executar com mais eficiência.

Demonstração na Quality Sense Conf

Após a apresentação da Abstracta Intelligence, Matías Reina demonstrou o Tero, nosso framework open-source que sustenta toda a solução.

Como testar software quando não temos documentação completa? Matías usou esse cenário comum para mostrar como a plataforma pode melhorar significativamente os resultados.

O Tero permite que equipes de desenvolvimento e qualidade criem e usem agentes colaborativamente, enquanto a Abstracta Intelligence amplia essa base incorporando copilotos corporativos, frameworks de governança e de adoção que facilitam uma integração eficaz e sustentável.

Roger Abelenda, CTO da Abstracta, liderou a disponibilização open-source do Tero. A emoção no momento do lançamento é difícil de descrever. A disponibilização gratuita e open-source de uma ferramenta assim é inédita no setor.

Para conhecer melhor a Abstracta Intelligence e tudo o que ela envolve, convidamos você a ler este artigo.

Trilhas paralelas: inovação em várias frentes

Além da abertura e das keynotes, o evento contou com quatro trilhas paralelas organizadas por tema e realizadas simultaneamente em salas diferentes do segundo e terceiro andares do Radisson Hotel, em Montevidéu. Veja um resumo de cada uma.

Trilha 1#: Geral

Tero em ação: construa, proteja e acelere a qualidade com IA

Roger Abelenda e Anyeelen Cuayatto

Roger Abelenda e Anyeelen Cuayatto da Abstracta mostraram como trabalhar com o Tero para criar e compartilhar agentes de IA. Apresentaram vários agentes de alto impacto usados no dia a dia para gerar testes e relatar defeitos, incluindo integrações com diferentes ferramentas, e explicaram como a plataforma pode ser uma grande aliada na adoção segura e colaborativa de IA nas equipes.

AI Kiosk: a jornada de trazer agentes de IA ao mundo físico

Fabián Baptista (Abstracta) e Pablo Brera (Parconier)

Fabián Baptista (Abstracta) e Pablo Brera ( Parconier) compartilharam como projetaram e construíram o AI Kiosk, um totem interativo com IA que recebeu os participantes no saguão da Quality Sense Conf. Explicaram como aplicaram desenvolvimento orientado a testes (TDD) e integraram sensores a um produto que combina software e hardware para melhorar a interação das pessoas com assistentes de IA.

Testando sistemas com LLMs e interagindo com o mundo físico: lições da construção do AI Kiosk

Guillermo Amorín e Sebastián Lorenzo da Abstracta

Guillermo Amorín e Sebastián Lorenzo da Abstracta exploraram o projeto e a implementação do AI Kiosk pela perspectiva da engenharia e da robótica, com foco na interação com o mundo físico e nos testes. Discutiram os desafios de testar aplicações que usam LLMs e a complexidade de fazer o software interagir eficazmente com o ambiente real.

Como iniciar uma prática de testes em uma equipe ativa

Matt Harrell (Givebacks, Carolina do Norte, Estados Unidos) e Alexa Altez (Abstracta)

Matt Harrell ( Givebacks, Carolina do Norte, Estados Unidos) e Alexa Altez (Abstracta) compartilharam como passaram da ausência completa de testes formais a uma equipe dedicada que hoje abrange testes funcionais, automação, métricas, relatórios e uma mentalidade de qualidade em toda a organização. Falaram dos desafios de criar uma cultura de qualidade do zero e das lições do trabalho conjunto para entregar valor contínuo em várias áreas, com abordagens shift-left e shift-right de testes.

Mantendo o toque humano na era da IA e dos LLMs

Kyle Siemens (Brightest, Berlim, Alemanha)

Kyle Siemens ( Brightest, Berlim, Alemanha) aprofundou por que a colaboração humana, a empatia e, sobretudo, o pensamento crítico continuam essenciais mesmo com a inteligência artificial automatizando cada vez mais processos. Discutiu como usar IA com responsabilidade e desenvolver habilidades que máquinas não replicam, como criatividade, julgamento ético e conexão humana autêntica.

Construindo confiança sob pressão: transformação rápida de QA para um cliente regulado de saúde

Steven Winter (Scorpion Computer Services, Califórnia, Estados Unidos)

Steven Winter ( Scorpion Computer Services, Califórnia, Estados Unidos) compartilhou como, em menos de 90 dias, conseguiu recuperar uma aplicação médica em crise, sob intensa pressão e sem documentação, e restaurar a confiança entre engenharia e liderança. Ofereceu um framework prático para construir um programa de QA confiável e de alto valor sob pressão.

Trilha 2#: Fintech e Bancos

Mocking funciona! Simulação de microsserviços bancários com SoapUI

Oscar Islas (Nova Solutions, México)

Do setor bancário, Oscar Islas ( Nova Solutions, México) usou seus mais de dez anos como analista do setor bancário mexicano para apresentar sua abordagem. Explicou como, por meio de um processo iterativo, implementou uma solução de baixo custo e alto impacto usando um proxy, a versatilidade da linguagem Groovy e o potencial oculto de uma ferramenta clássica como o SoapUI para criar um framework de virtualização sob medida.

Observabilidade para gerenciar a qualidade de sistemas em produção

Andrei Guchin (Abstracta) entrevistou Anisbert Suarez (PedidosYa), Karime Salomón (IDT Corporation), Gustavo Mazeikis (IMM) e Gustavo Sousa (Datadog)

Andrei Guchin (Abstracta) entrevistou Anisbert Suarez ( PedidosYa), Karime Salomón ( IDT Corporation), Gustavo Mazeikis ( IMM) e Gustavo Sousa ( Datadog) para entender como a observabilidade é vivida e implementada em diferentes contextos. O painel destacou alguns dos insights mais relevantes da última edição do WOPR Latam, realizada em novembro no Uruguai, e os desafios e oportunidades que surgiram ao aplicar observabilidade em cenários reais.

De apagar incêndios a criar valor: como alinhar negócios e tecnologia no setor bancário

Gabriel Montero ( Peregrinus, Uruguai) incentivou o público a refletir sobre a importância de passar da urgência à consciência e da produtividade aparente à real. Propôs práticas de liderança e qualidade que alinham negócios e tecnologia com o uso consciente de IA, permitindo automatizar e simplificar sem criar dívida e desperdício adicionais.

Observando a qualidade: testes orientados por observabilidade em sistemas financeiros

Mark Tomlinson (Performacology, Pensilvânia, Estados Unidos)

Mark Tomlinson (Performacology, Pensilvânia, Estados Unidos) apresentou seu trabalho na FreedomPay e como a equipe melhorou a automação de testes para anomalias em transações de pagamento e rastreamento de exceções entre código e sistemas. Ofereceu dicas práticas para começar, boas práticas, o valor de negócio da IA nos testes e na automação e muito mais.

Da automação à colaboração: um copiloto para bancos

Matías Reina (Abstracta) e Noelia de los Santos (Bantotal, Uruguai)

Matías Reina (Abstracta) e Noelia de los Santos (Bantotal, Uruguai) discutiram a realidade complexa que o setor financeiro enfrenta, marcada por regulamentações rígidas e pressão constante para inovar sem comprometer a estabilidade. Explicaram como a colaboração inteligente entre equipes se torna um catalisador de mudanças. Destacaram como um copiloto especializado em sistemas bancários centrais pode ser um aliado estratégico para lidar com a complexidade dos sistemas financeiros.

IA em ação: transformando prompts em

Tiago Soares (Perforce, Brasil)

Tiago Soares ( Perforce, Brasil) mostrou como a inteligência artificial transforma a qualidade de software ao permitir criar e executar testes diretamente a partir de prompts em linguagem natural, sem escrever uma linha de código. Apresentou resultados reais dessa abordagem, analisou seu impacto na eficiência e na cobertura e discutiu a importância crescente dessas capacidades para o futuro, especialmente em ambientes altamente regulados.

Trilha 3#: Inovação

De bugs a burnout: lições de qualidade de vida para líderes de QA e tecnologia

Thiago Castor (Double IT, Brasil)

Thiago Castor ( Double IT, Brasil) ofereceu uma perspectiva diferente sobre burnout em equipes de QA e liderança: um bug sistêmico que surge da pressão constante, de prazos impossíveis e de uma cultura de culpa. Com ferramentas práticas e casos reais, explorou como redesenhar a qualidade para proteger o produto e as pessoas que o constroem.

Como desenvolver software com velocidade e qualidade em bancos e fintechs

Amílcar Perea (CUTI, Uruguai), Fernanda Aizcorbe (Abstracta), Martín Barreto (BigCheese, Uruguai) e Mercedes Quintero (Qualitas, Colômbia)

Neste painel, Amílcar Perea ( CUTI, Uruguai), Fernanda Aizcorbe (Abstracta), Martín Barreto ( BigCheese, Uruguai) e Mercedes Quintero ( Qualitas, Colômbia) discutiram como alcançar velocidade e qualidade com eficiência e sustentabilidade no setor financeiro. Trocaram ideias sobre estratégias para acelerar ciclos de desenvolvimento sem comprometer segurança ou estabilidade, como escalar práticas de DevOps e testes, o papel da automação, da IA e da engenharia de qualidade e os desafios de ambientes híbridos que combinam sistemas legados e em nuvem.

Como vender soluções de testes e liderar mudanças

Julio César Oropeza ( TransUnion, Costa Rica), Claudia Badell (QAdrive), Matías Fornara (Abstracta) e Mercedes Remedi (Tandem, Uruguai), como moderadora, trouxeram uma discussão dinâmica sobre transformar ideias de qualidade em resultados reais e acionáveis. Falaram sobre identificar causas dos problemas, comunicar e “vender” propostas de qualidade com eficácia, construir alianças entre níveis da organização e sustentar mudanças além dos acordos iniciais.

Redefinindo o papel de testadores e analistas de negócio na era da IA

Anyeelen Cuayatto (Abstracta), Inge Eichhorns (Akzio, Chile), Luis González (Abstracta) e Pablo Demarque (ANEP, Uruguai)

Neste painel, Arcadio Abad Márquez, como moderador (Abstracta), Anyeelen Cuayatto (Abstracta), Inge Eichhorns ( Akzio, Chile), Luis González (Abstracta) e Pablo Demarque (ANEP, Uruguai) discutiram como a ascensão da inteligência artificial transforma radicalmente a forma como a qualidade de software é projetada e alcançada. Convidaram o público a repensar a identidade profissional, aprofundaram a evolução dos papéis de testadores e analistas e exploraram responsabilidades que passam por mudanças significativas.

Da experimentação ao impacto: como implantar IA com propósito na sua organização

Fabián Baptista (Abstracta), Jeunisse Danae Calle Medina (BCP, Peru), Karime Salomón (IDT Corporation, Bolívia) e Natalia Nario (QAlified, Uruguai)

Vera Babat, como moderadora (Abstracta), Fabián Baptista (Abstracta), Jeunisse Danae Calle Medina ( BCP, Peru), Karime Salomón ( IDT Corporation, Bolívia) e Natalia Nario ( QAlified, Uruguai) propuseram uma questão central: como passar da experimentação isolada ao impacto real nas organizações?

Compartilharam experiências de adoção de inteligência artificial e aprofundaram como conectar os esforços de integração de IA ao propósito das pessoas e das organizações, construindo redes mais resilientes ao longo do caminho.

Novos modelos de negócio em empresas de serviços de tecnologia na era da IA

Marcel Mordezki ( ORT, Uruguai) aprofundou como a inteligência artificial transforma modelos de negócio no setor de serviços de tecnologia, a organização do trabalho e a criação de valor. Analisou como a automação de programação, testes e tarefas tradicionais de desenvolvimento pressiona o modelo clássico de fábrica de software e abre espaço para novas dinâmicas. Discutiu também vários modelos emergentes.

Trilha 3#: Testes e IA

Como testar o imprevisível: o novo desafio de QA na era da IA

Marcel Mordezki (ORT, Uruguai)

Marcel Mordezki ( ORT, Uruguai) aprofundou como a inteligência artificial transforma modelos de negócio no setor de serviços de tecnologia, a organização do trabalho e a criação de valor. Analisou como a automação de programação, testes e tarefas tradicionais de desenvolvimento pressiona o modelo clássico de fábrica de software e abre espaço para novas dinâmicas. Discutiu também vários modelos emergentes.

Trilha 4#: Testes e IA

Como testar o imprevisível: o novo desafio de QA na era da IA

Alexandra Zamora (Digital Loop, Equador)

Alexandra Zamora, ( Digital Loop, Equador) analisou os desafios de testar modelos de IA generativa, nos quais não existem respostas únicas corretas. Mostrou como o papel de QA evolui ao trabalhar com sistemas generativos, apresentando estratégias reais como conjuntos de dados de validação para testes controlados e automação de validações com critérios semânticos. Explicou por que métricas como fidelidade, relevância da resposta e similaridade semântica são essenciais à qualidade de produtos de IA generativa.

Automatizando testes de IA generativa: como fazer acontecer

Renzo Parente (Abstracta)

Renzo Parente (Abstracta) abordou o desafio de testar sistemas cujas saídas mudam a cada execução, em um contexto em que LLMs se tornam parte de produtos reais. Demonstrou ferramentas open-source como Promptfoo para testar sistemas baseados em LLM e construir pipelines capazes de se adaptar a respostas dinâmicas e variáveis. Compartilhou como projetar testes eficazes para saídas não determinísticas, integrando IA aos processos de teste.

IA orientada à qualidade: benchmarks e testes tradicionais para agentes de IA generativa

Damián Pereira ( Endava, Uruguai) mostrou como projetar uma estratégia de testes para agentes de IA generativa com base em sua experiência criando e validando o API Automation Agent, uma ferramenta open-source que gera autonomamente suítes completas de automação a partir de especificações OpenAPI e coleções Postman. Apresentou a arquitetura, os desafios da geração dinâmica de código e uma demonstração ao vivo que falhou intencionalmente para destacar seus limites.

Seu backlog fala, sua IDE escuta: como testar (e mais) com MCP no controle

Charly Gauto (Mercadolibre, Argentina)

Charly Gauto ( Mercadolibre, Argentina) fez perguntas ao público: “E se o backlog pudesse falar? E se sua IDE pudesse entender o contexto, escrever testes, sugerir casos extremos e ajudar a testar software sem perder o foco?” Demonstrou como automatizar testes com uma abordagem que prioriza IA usando Playwright e GitHub MCP Servers, orquestrados por IDEs reais e orientados por regras de pre-prompting.

Gestão de testes: de planilhas à gestão inteligente de ponta a ponta

Alejandra Viglietti (Abstracta) e Federico Martínez (Abstracta)

Alejandra Viglietti e Federico Martínez da Abstracta abordaram uma questão central do setor: a gestão de testes ainda depende de planilhas trabalhosas, pouco colaborativas e difíceis de manter, mesmo em um cenário tecnológico em constante evolução. Como resposta, mostraram como ferramentas especializadas com IA melhoram a visibilidade, a eficiência e a qualidade.

Melhorando a acessibilidade no ciclo de desenvolvimento com inteligência artificial

Arcadio Abad Márquez (Abstracta) e Renzo Parente (Abstracta)

Arcadio Abad Márquez e Renzo Parente da Abstracta falaram da acessibilidade de software como um aspecto fundamental do desenvolvimento de software. Aprofundaram a importância de integrar IA ao ciclo de desenvolvimento para melhorar a acessibilidade das aplicações com uma abordagem shift left, buscando mais eficiência e menor custo. Mostraram como a IA ajuda a verificar critérios WCAG e pode ser uma grande aliada na criação de experiências digitais inclusivas.

Encerrando o dia em grande estilo

Federico Toledo na palestra de encerramento

Poucos dias de conferência duram tanto e mantêm a sala cheia até o último minuto, mas este conseguiu. Federico Toledo apresentou a palestra de encerramento.

“Sempre trabalhamos em um ambiente de incerteza em TI, mas agora, com a inteligência artificial, essa incerteza se intensifica”, afirmou. Em seguida, abordou cinco desafios atuais:

1. Hype versus realidade: a distância entre soluções de IA prometidas e resultados realmente alcançados, que gera frustração e pressão.

Federico falou da importância de adotar IA com responsabilidade e colaboração para maximizar as chances de integrá-la com sucesso aos fluxos diários. “Se não a adotarmos com responsabilidade, enfrentamos todo tipo de danos e perdas: tempo, dinheiro, custos ocultos, frustração por promessas não cumpridas e mais.”

2. Adoção limitada: resistência cultural e falta de clareza. A sensação de estar ficando para trás, que gera desconforto.

“Embora a tecnologia evolua exponencialmente, as empresas não a adotam no mesmo ritmo. É importante adotá-la, mas de forma consciente. A mudança precisa ser gradual, estratégica e apoiada pela visibilidade das pequenas conquistas.”

3. Obsessão por economizar horas: o custo oculto da velocidade

“Muitas vezes, sentimos que precisamos aumentar a produtividade sem saber por quê. Confundimos estar ocupados com ser produtivos. E, se temos uma pequena janela na agenda, a preenchemos com mais tarefas em vez de parar para pensar, algo necessário para adotar IA com mais eficácia. Não podemos perder de vista que a qualidade é uma maratona. É de longo prazo, e precisamos gerenciar nossa energia de acordo com isso.”

4. Falta de fundamentos: princípios centrais em risco

Nesse ponto, Federico usou um relatório para explicar os riscos de não ter uma definição compartilhada do que produtividade realmente significa. Isso representa um perigo significativo porque, por exemplo, produzir mais código pode causar problemas sérios em produção se for código no qual não confiamos.

“Essa velocidade aparente acaba prejudicando a produtividade real. É importante adotar IA, mas da forma correta”, observou.

5. Esforços isolados: trabalho em silos

Nesse ponto final, Federico destacou a importância de evitar trabalho individual em desafios compartilhados por várias equipes. Enfatizou o valor de aproveitar o trabalho existente para alcançar resultados melhores.

Um exemplo são os agentes de casos de teste: frequentemente é mais eficaz adaptar um agente existente que já funciona às necessidades de outro projeto do que criar um novo do zero.

“Com essa visão, criamos o Tero e o disponibilizamos como open-source. Vemos nele um laboratório aberto para a comunidade. Começou como um laboratório aberto dentro da empresa, mas agora podemos ampliá-lo para a comunidade e conectar aprendizados. A plataforma já inclui dez agentes, e a ideia é que as pessoas os usem, os melhorem e contribuam com a comunidade.”

Após compartilhar vários exemplos e dicas práticas para líderes (recomendamos assistir à palestra completa em nosso canal do Youtube), Federico encerrou reforçando a importância de uma mentalidade colaborativa e de compartilhar conhecimento para maximizar as chances de sucesso na adoção responsável de IA.

Como podemos ajudar você

Fundada no Uruguai em 2008, a Abstracta é uma líder global em engenharia de qualidade de software e transformação com IA. Temos escritórios nos Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, Chile, Uruguai e Colômbia e ajudamos empresas a criar software de qualidade com mais rapidez e inteligência. Somos especialistas em inovação orientada por IA e serviços de testes de software de ponta a ponta.

Acreditamos que fortalecer vínculos nos leva mais longe e nos ajuda a melhorar o software dos nossos clientes. Por isso, construímos sólidas parcerias com líderes do setor, como Microsoft, Datadog, Tricentis, Perforce BlazeMeter, Sauce Labs e PractiTest.

Convidamos você a conhecer todas as nossas soluções em nosso site.

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Ilustração de duas pessoas conectadas por uma ponte, uma com um notebook e outra com um tablet, representando colaboração e comunicação. Fim do artigo sobre Quality Sense Conf 2025.